Bom vindo e boa vinda.

"Busque amor, novas artes, novo engenho,
para matar-me, e novas esquivanças" Camões

Sábado, 11 de Julho de 2009

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Cantarei de Saudade
Esse amor que é só nosso
Meu e seu, Humanidade
Na busca do colosso

Colosso colossal é nosso é grande trasncede a alma me rasga pura limpida pinta de sangue paixão arranha quebra explode entropece insano fere doi mas sana conserta um misto s x loucura insanidade prazer somos nós mundo acerca de todos os assuntos confusos sem vírgula e nem paragrafo procurando a saída de um livro interminável da vida que exige quarenta ou cinqueta milhões bilhões trintomilhões de palavras se é que existe existiu diz e há escreve e inventa nosso universo poetas poetisas marginais artes seres todos vivemos no mesmo vaso sanitário.

Semideus

Não vês que és semideus?
Na Força,
na Alma,
no vir e ir,
no estar aqui,
no acesso a Deus.
Na Beleza,
na Áurea,
na voluptuosa dança.

Brincas, saltas,
Inocência
Faze-se de pilastra,
pobre Criança
Não sabe que é semideus.

Domingo, 5 de Julho de 2009

abs ter-se

por tamanha indecisão,
falsa insensata
tão sisuda e sem graça
tentou ser aloprada
fingiu moldes estratégicos
para tentar cantar o verso
roubou a forma, a rima e a perfeição
tentou ser o que não lhe era bom
caiu
tenha dó, vida
dessa alma tão cansada
procurou e não achou
quem era
por que era
e para quem era
o ser já nem lhe parecia certo
quando não se arte fazia
ou o contrário
do muro pulou e caiu de novo
no lado certo - cair era abster-se

Desabafo?

Entenda, somos arte. Todos nós. Moldados e esculpidos por tamanha perfeição. Mas nós mesmos nos estragamos. A arte pela arte se destroi. Quanto mais quem diria, as obras de nossos renascentistas em um ringue de batalha. Apenas sufocariam-se, por tanta beleza, por tanto brilharem. Somos obras divinas. Temos o direito do céu, de vencer. Somos arte. Nascemos para fazer a diferença ou se juntar aos iguais, tanto faz. Devemos ser arte, isso basta.

Nota

Se eu nem sei o que sinto, quem dirá descrevê-lo. É um misto de todas as poesias.

Quarta-feira, 24 de Junho de 2009

Futuro da Humanidade II

04 de fevereiro de 2065

Mais um dia acordei. Quer dizer, espero ter acordado. Ilusão e realidade se confundem nesse lugar. É o fim. Tudo tão trágico, começo a perder a capacidade de identificar cores. Cada vez mais preto e branco. Preto no branco. Agora todos podem entender, pois todos vivem essa miséria. Os republicanos podem ver, digo, sentir que suas decisões tão encobertas os levaram ao abismo. E que abismo. Tyran a cada dia desrespeita o mundo. Tento imaginar sua concepção de mundo e humanidade, o cara é louco (Ainda sei gírias!). Penso que sua mansão deve ser de ouro, ouro branco. Dourado já nem vejo.
Porém, hoje manifestou-se em mim algo que não sentia há muito tempo: fui me pesar. Estava preocupada comigo mesma. Estranho. 40 Kilos. Achei absurdo, mas de tanto absurdo ficou normal. Solidão, vícios, suicídio, incesto, protituição... Tanto faz, era tudo normal. Forcei e consegui me lembrar daquele ditado que minha avó dizia: uma mentira repetida muitas vezes, torna-se verdade. Acho que era isso e se não fosse, virou.
Olho da janela e imagino quem pode estar vivendo bem. Tyran e seus aliados, os governantes dos outros continentes. Lembrei-me dos assuntos de minha avó, daquela alegria pela descoberta de mil e uma tecnologias que nem sei mais o nome. Músicas, tudo moderno. Sociedade aceitando de tudo. É passado. Esperança foi embora, junto com o senso crítico, junto com a vida.
Nem sei que data era, ou se estava perto de algum dia que costumava ser festivo, mas a vontade de estar em família me dominou. acabei por encarar uma velha fotografia, que enquadrava minha velha infância, minha velha família. Meu velho mundo.
Parece que tenho cem anos. Quanta coisa mudou.